CAIS

Nadir A D’Onofrio


Confiante deixo o cais
Sem rota e destino
Lancei-me ao mar...
Levei desventura, incertezas!
Deixei o amor com certeza...
Não respeitei tábua das marés
Tormenta, vagalhões!
Varrendo o convés
Turbulência...
Casco rasgado
Fúria dos ventos
Velas rasgadas
E eu só...
Nem Netuno atendeu
Ao grito de desespero
Arrependimento...
Quero regressar ao cais!
Sentir-me protegida
Receber amor, carinho e guarida!
Em águas desconhecidas
Desrespeitando as marés
Não me aventuro mais...
Rei dos mares, Yemanjá
Ninfas e Sereias
Ajude-me regressar...
Onde estará meu cais?

08/02/2006 17h14
Santos SP



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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