CAIS

Maria Regina


Navego em fluidos de tangível luz
e devaneio em barcos de desejos, ao som de
dar à luz o vento, porque tenho os sintomas todos,
cujo tanger de minha essência na memória remota sente,
que era neste mar azul que eu me queria!
Como asas ao vento, é entre o som e o sentido,
a beira do cais em cascatas de espumas,
voando na suavidade secreta do tempo, que
minh'alma, em sono de mar escuro ressoa!



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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