CAIS DO ADEUS

Malu Otero


Finda a jornada, outra vez o sol se esconde
Reencontros parcimoniosos, alguns ocultos
Denunciados só porque se ouvem ao longe
Risos estrondosos, que encobrem insultos

Revelam algo da tua estranha personalidade
Que chega aos portos e como numa mágica
Pinta de cores a fisionomia da infeliz cidade
Arrastada pela noite com sua história trágica

Quando o sol surge transmuta vil aço infame
Reluz a lâmina enérgica e ninguém percebe
Ladram os cães e os homens como enxame
Procuram, não se ouve risos, disso esquece

Partiu o barco, pés molhados e olhos secos
Adeus de novo, até o próximo porto e becos

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Assis - São Paulo - BRASIL
21/02/2007




 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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