SEM EIRA NEM BEIRA

Lilia Machado


Lembro bem do cais onde lhe vi, meu amor
Caía a tarde e você de mim se achegou
Olhos brilhantes... mãos suadas... Era amor?

Nem ligou para a vida que eu levava...
Era tão grande o sentimento que buscavas
Que nem viu o meu rosto tão cansado.

Nem viu as marcas da vida no meu rosto
Nem notou os meus olhos mal pintados
Nem reparou na roupa vulgar que eu usava.

Era tão grande tudo o que sentias
Que nem reparou no mundo inútil que eu vivia...

E me entreguei... Não sei se de cansaço
Ou de saber que não passavas
De mais um na minha vida...

Teus olhos tão brilhantes, mas serenos
Tuas mãos suadas, mas seguras
Que me rendi ao encanto
E me deixei sonhar que era amor...

O amor que eu sonhei a vida inteira
E que buscava no cais entre as veredas
Inúteis veredas que me levavam à eira...
Me rendo... Vou!
Não importa o que passou
Queres? Então eu vou!



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Deixe seu recadinho no Livro de Visitas :o))

http://www.livrodevisitas.com.br/ler.cfm?id=61131&datainicio=01/09/2006

 



Clique Aqui e Envie
Para Seus Amigos


 


Adicione este Site aos seus Favoritos

No ar desde
15/11/1999
(novo contador
em 30/09/2005)

 

Google
Web www.envionet.com.br
www.poesiasemensagens.com.br www.amorsonhosepoemas.com.br
 

Copyright© 1999 - 2007 - Todos os Direitos Reservados - All Rights Reserved