CAIS DE AMOR

Milamarian


Porto meu, onde ora desembarco
sem contenda que de mim fizera
não naufragar mais à tua espera
a calma praia... acalento ao barco.

Cais de amor que a mim acolhe
abrigo seguro das minhas luas
desvendaste pois est' alma nua
sorvendo o mar bravio num só gole.

Conspícuo refúgio que se apodera
das enseadas em alvas contas
e assim me deitas nesta quimera,

ancorando-me em suave e fina areia
fizeste de mim, jangada na mansa onda
balouçando...em amor à tua beira.

Japão - 23.02.2007



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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