SENTADA NO CAIS

Vanda Dias da Cruz


Olhando o pôr-do-sol, sentada à beira do cais,
relembrava com tristeza o dia em que partiste,
na bela tarde, onde o sol já não queimava...
era ameno e a brisa que soprava
vinha ao meu encontro e me beijava, suavemente,
para me despertar e apreciar toda a beleza
daquela paisagem bucólica.

As gaivotas já não mais voavam,
estavam recolhidas em seus ninhos, mas eu
lá continuava, com o olhar perdido
no horizonte, na esperança de teu retorno.

Pelo meu rosto, desciam lágrimas sentidas,
pela perda sofrida, mas a vida não para e,
eu tenho que continuar seguindo pela minha estrada,
sozinha,
sem tua companhia.
Os sonhos que sonhei, perderam-se
no vazio do infinito.

Vou recomeçar minha história,
sem saber onde vou chegar, mas em meu coração,
ainda guardo a esperança que, em algum
momento, encontrarei quem me ame,
verdadeiramente, tornando-se meu porto seguro.



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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