Aproxima-se a ora do pouso
e o coração em mágoas cristalizado,
um tanto endurecido com o destino azado
precisa de suave repouso;
Em busca do cais que se avizinha
o mar do espírito sobrevoa
descendo calmamente em direção à proa
do barco que o conduzirá à Mãe Rainha...
quis a Terra que dias antes,
tal corpo descesse ao solo para o descanso,
e ora viaja com a energia divina
em direção ao confiante remanso...
belas são as praias de águas cristalinas,
brancas brumas, jardins sem fama,
mais límpidos e bonitos que os de Babilônia
a receber os filhos que haviam ido...
E o cais com o brilho d'ouro
abraça os barcos que se acercam,
são de Deus o tesouro
a lançar a âncora que encurta as distâncias!
Amigos e antepassados aguardam saudosos,
sorriso brilhante como estrelas,
abraçam os espíritos que chegam,
fazendo-os confiar em tamanho zelo!
Assim é a vida constantemente...
Um cais ao nascer, outro ao partir,
atendendo os desígnios do Pai
neste eterno ir e vir!