CAIS

Margaret Pelicano

Aproxima-se a ora do pouso
e o coração em mágoas cristalizado,
um tanto endurecido com o destino azado
precisa de suave repouso;

Em busca do cais que se avizinha
o mar do espírito sobrevoa
descendo calmamente em direção à proa
do barco que o conduzirá à Mãe Rainha...

quis a Terra que dias antes,
tal corpo descesse ao solo para o descanso,
e ora viaja com a energia divina
em direção ao confiante remanso...

belas são as praias de águas cristalinas,
brancas brumas, jardins sem fama,
mais límpidos e bonitos que os de Babilônia
a receber os filhos que haviam ido...

E o cais com o brilho d'ouro
abraça os barcos que se acercam,
são de Deus o tesouro
a lançar a âncora que encurta as distâncias!

Amigos e antepassados aguardam saudosos,
sorriso brilhante como estrelas,
abraçam os espíritos que chegam,
fazendo-os confiar em tamanho zelo!

Assim é a vida constantemente...
Um cais ao nascer, outro ao partir,
atendendo os desígnios do Pai
neste eterno ir e vir!

Brasília - 23/02/2007



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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