À BEIRA DO CAIS

Eliana Braga
Gaivot@


Feito uma gaivota faminta
De amor, de reencontro,
Retorno todo dia ao cais
Na mansidão das noites
Diante da imensidão desse mar
Caminhando lentamente eu te sonho!
Relembro-te, altivo,
Amado, querido!
Porque tinha que ser no mar?
Porque tinha que ser nesse cais?
Tuas malas, teus pertences,
Teu cheiro, tua presença?
E eu não te vi nunca mais!
Tu te fostes e eu fiquei para trás...
Fiquei aqui tão só,
Te amando à beira do cais....



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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