CAIS

Muriel Elisa Távora Niess Pokk


Lá no cais fico a esperar
pelo barco que trará meu amor.
Não sei a que horas há de chegar,
esperarei o tempo que preciso for.

Olhando para o horizonte
A procurar seu bote fico.
Canoas despontam perto do monte,
Dentre elas a sua identifico.

Aproxima-se cada vez mais,
O barulho do motor é música para mim,
Aceno-lhe do cais,
Minha espera acaba enfim.

Do barco sai meu amado.
Sujo, cheirando a peixe.
Sussurra que está cansado,
Que dormir em minha cama eu o deixe.

Chegando em casa nos beijamos.
Aos poucos minha roupa ele vai tirando.
Sobre o tapete nós nos deitamos.
Sem cerimônia, ali mesmo nos amamos.



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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