O CAIS

Raquel Caminha Matos
(Lindinha)


Muitas tardes eu fiquei a te esperar na beira do cais.
Esse amor sempre esteve aqui dentro do meu peito,
e, eu nunca me lamentei, sofria calada os meus ais,
por essa paixão arrebatadora, estava sem jeito.

Sentada na beira do cais, esperava com ansiedade,
os sinais luminosos, foi a nossa combinação,
mediante sua aproximação, mas não foi verdade,
mais uma vez foi iludido o meu coração.

Assim fiquei por muito tempo com pensamentos banais,
a procura de nós, cheia de amor relembrando nosso prazer.
A única força era a esperança que ao sentar na beira do cais,
eu enxergaria o sinal luminoso e acabaria meu sofrer.

Hoje, aqui na beira do cais, meus olhos navegam no mar azul,
marejados, tristes, escutando o canto das aves sobrevoando,
enquanto ansiosa olho para o Norte e Sul,
na esperança, cantarei a nossa canção te esperando.

“Enquanto espero acontecer
Enquanto espero ver o cais,
vou derramando sem querer, a febre dos meus ais”.

Esse poema foi escrito
baseado na música que amo de paixão,
Enquanto Espero – João Bosco.
Se alguém tiver essa música me envie por favor!

Não é plágio.



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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